Quantos Papas Renunciaram: relato de um historiador. Una historia de renúncias papais. Artículo de John W. O’Malley


(Tomado del sitio web de Leonardo Boff.

(www.leonardoboff.wordpress.com )

Quantos Papas renunciaram: relato de um historiador

05/03/2013

Uma história de renúncias papais. Artigo de John W. O’Malley

Nos dias atuais em que muito se discute sobre o significado da renúncia de Bento XVI é bom que os cristãos conheçam um pouco melhor a tumultuada história dos Papas e de quantos renunciaram na história. Isso ajuda a aceitar a dimensão humana e até demasiadamente humana do Papado, evitar a papolatria e ter uma visão menos ideológica e mistificadora de como ocorrem od processos de escolha de um novo Papa pelo Conclave dos Cardeais. O texto é de um sério historiador jesuita nortemericano. LBoff

Quantos papas renunciaram? Essas questões não são tão fáceis de responder como parecem.

A opinião é do jesuíta norte-americano John W. O’Malley, professor de teologia da Georgetown University e autor de What Happened at Vatican II [O que aconteceu no Vaticano II]. O artigo foi publicado na revista America, dos jesuítas dos EUA, 11-03-2013. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis o texto.

renúncia do Papa Bento XVI no dia 28 de fevereiro levantou muitas perguntas sobre esse ato histórico. Quem foi o último papa a abandonar o seu ofício? Quantos papas renunciaram? Essas questões não são tão fáceis de responder como parecem.

O cânone 332 especifica que, para ser válida, uma renúncia deve ser “livre” – não coagido. Convencionalmente, descrevem-se nove ou dez papas como renunciatários. Esse número seria maior se incluíssemos os chamados antipapas, alguns dos quais, como o primeiro João XXIII (1410-1415), podem muito bem ter sido os legítimos requerentes. Não importa quão longa ou quão curta seja a lista, poucos renunciaram “livremente” no total. No entanto, quer livres ou forçadas, as renúncias parecem ter funcionado pelo bem da Igreja.

Papa Celestino V (1294) é o melhor candidato e também o mais famoso papa que renunciou livremente. Dante o colocou no inferno por essa “grande recusa”, isto é, por se esquivar da responsabilidade à qual Deus o escolhera (Inferno 3, 61), mas a maioria das pessoas pensa que, ao renunciar, Celestino V ”fez bem”, como afirmou um cronista da época.

A sua eleição foi incomum, para dizer o mínimo. Depois de um conclave que durou mais de dois anos, os cardeais, em um compromisso desesperado, escolheram Celestino V, um eremita piedoso. Se o papa não podia vir dos seus próprios números, os cardeais pareciam pensar, a melhor coisa era eleger uma pessoa santa que seria guiada pelo Espírito.Celestino V, que tinha seus 80 anos quando foi eleito, também era mal alfabetizado em latim e estava completamente esmagado pelos seus deveres. Em sua ingenuidade, ele se tornou uma peça involuntária nas mãos do rei Carlos II deAnjou. Eleito no dia 5 de julho, renunciou no dia 13 de dezembro. Ele foi papa, portanto, por cerca de cinco meses.

Será que ele renunciou livremente? Não há provas concretas em contrário. Ele explicou a sua ação dizendo que estava doente, que não tinha o conhecimento e a experiência necessários e que queria se retirar para a sua ermida. Contudo, espalharam-se rumores de que o homem que o sucedeu como Papa Bonifácio VIII usara uma influência indevida sobreCelestino V para persuadi-lo a renunciar, de modo que o caminho ficasse aberto à sua própria eleição. Quer esses rumores sejam verdadeiros ou falsos, os inimigos de Bonifácio VIII lançaram dúvidas incessantemente sobre a legitimidade do seu pontificado por causa do evento incomum e supostamente sem precedentes da renúncia. Como disse o arqui-inimigo de Bonifácio VIII, o rei Filipe IV da França, em uma mordaz nota de acusação, que incluía quase todos pecados e heresias imagináveis, “ele é acusado publicamente de tratar desumanamente o seu antecessor Celestino V – um homem de santa memória e de santa vida que talvez não soubesse que não poderia renunciar e que, portanto, de acordo com Bonifácio VIII, não poderia entrar legitimamente em sua Sé”.

Ponciano (230-235) é talvez o melhor candidato, em seguida, para um papa que renunciou livremente. Na perseguição do imperador Maximus Thrax, Ponciano foi deportado para as minas da Sardenha. Como tal deportação era o equivalente a uma sentença de morte no trabalho duro, ele abriu mão do papado no dia 28 de setembro de 235, a primeira data precisamente registrada da história papal. Ele fez isso a fim de que a Igreja de Roma pudesse escolher um sucessor e, assim, não ficaria sem um líder. Foi um ato nobre dele e, tecnicamente falando, livre, mas Ponciano não teria renunciado se a sua capacidade de governar não tivesse sido tirada dele à força.

O caso de Martinho I (649-653) é semelhante – e diferente. Ele se opôs fortemente à heresia monotelita (Cristo tem apenas uma vontade), que, por razões políticas, o imperador Constâncio II estava promovendo. Seguidores do imperador aproveitaram que o papa estava em Roma e levaram-no, doente e indefeso, a Constantinopla, para ser julgado por traição. Martinho foi condenado, açoitado publicamente e condenado à morte, embora a sentença fora trocada pelo banimento. Martinho queixou-se amargamente por ter sido abandonado pela Igreja romana, que não só não fez nada para ajudá-lo em seus problemas, mas, contra o seu desejo expresso, também elegeu um sucessor enquanto ele ainda estava vivo. Martinho, no entanto, concordou com o que havia sido feito e rezou a Deus para que protegesse o novo pastor da Igreja de Roma das heresia e dos inimigos.

Outras renúncias? Clemente I (92?-101), uma vez na lista, foi retirado por falta de provas convincentes. Para Marcelino(296-304), a prova, embora talvez não totalmente confiável, é melhor. Na perseguição do imperador Diocleciano, Marcelino supostamente fez sacrifícios aos ídolos, a fim de salvar a sua vida. De acordo com alguns relatos, ele foi formalmente deposto, mas, em todo caso, ao cometer esse ato de apostasia, ele foi automaticamente desqualificado do sacerdócio, o que deixou a Igreja romana sem um chefe. O que quer que tenha acontecido, certamente não foi uma renúncia “livre”. Bento V (964), que talvez deveria ser considerado mais como um antipapa do que o genuíno, reinou por apenas um mês antes de ser deposto por um sínodo instigado pelo imperador Otto I. Dificilmente livre.

Bento IX (1032-1045) é um caso curioso. Ele era sobrinho tanto do Papa Bento VIII quanto do Papa João XIX. Para manter o papado dentro da família, seu pai subornou os eleitores em favor do futuro Bento IX, um leigo ainda na casa dos seus 20 anos. Nos próximos 13 anos, Bento IX despertou hostilidade pelas suas maquinações políticas e provocou escândalo pela sua vida abertamente dissoluta. Por volta de 1045, a sua situação não só se tornou instável, mas, segundo alguns, ele também queria se casar. Naquele ano, ele renunciou em favor do seu padrinho, mas não antes de se assegurar por parte dele uma grande soma de dinheiro. Decisão livre ou não, ela certamente foi sórdida. A simonia que isso envolveu lançou dúvidas sobre a legitimidade do novo papa, Gregório VI. No ano seguinte, o imperador Henrique IIIdesceu até a Itália, vindo da Alemanha, e fez com que Bento IX e Gregório VI fossem depostos em um sínodo em Sutri, nos arredores de Roma.

Um terceiro requerente ao papado, Silvestre III, também foi condenado no sínodo. O imperador, revoltado com a situação romana, nomeou um alemão honesto como papa, Clemente II, um ato que acabou sendo o primeiro passo para resgatar o papado do atoleiro moral em que havia caído e que, portanto, foi o prelúdio imediato à Reforma Gregoriana.

O último papa na lista é Gregório XII (1406-1415). Sua renúncia efetivamente marcou o fim do Grande Cisma do Ocidente, aquele período da história da Igreja entre 1378 e 1415, quando dois, e depois três, homens alegavam ser o legítimo papa. Diante da insistência do rei alemão (mais tarde imperador) Sigismundo, o primeiro Papa João XXIII, um dos demandantes, com grande relutância, convocou um concílio em Constança para resolver o cisma. Uma vez que o concílio começou suas sessões, ficou claro para todo mundo que, para salvar o papado, a lista de candidatos devia ser limpada, o que significava a renúncia ou a deposição de todos os três requerentes. Com isso, João XXIII fugiu do concílio, na esperança de interrompê-lo. Ele teve a infelicidade, no entanto, de ser capturado e levado de volta para o concílio como um prisioneiro. Julgado e deposto, João XXIII, agora dividido em espírito, admitiu os erros que havia feito, confirmou a autoridade do concílio e renunciou formalmente a qualquer direito que ele poderia ter ao papado.

O segundo requerente, Bento XIII, recusou-se a reconhecer ou lidar com o concílio e, consequentemente, foi deposto por ele. Após a sua deposição e a eleição bem sucedida do novo papa, Martinho V, o apoio a Bento XIII evaporou, exceto por alguns cabeças-duras.

Restava o terceiro demandante, Gregório XII. Uma vez que João havia sido deposto, o concílio entrou em negociações com Gregório XII para tentar persuadi-lo a renunciar. A essa altura, Gregório XII tinha apenas um pequeno séquito, provavelmente viu os maus presságios e, para dar-lhe o benefício da dúvida, estava finalmente pronto para fazer o que podia para acabar com o cisma. Ele concordou em renunciar sob a condição de ser autorizado a convocar o concílio de novo, de modo a não conceder nenhuma legitimidade à convocação original do seu rival. No dia 4 de julho de 1415, o concílio ouviu a sua bula solenemente convocando-o e, depois, ouviu o anúncio da sua renúncia. Desde essa data, nenhum outro papa “renunciou” – até o dia 28 de fevereiro de 2013.

Carta de la Tierra. Boletín, Febrero de 2013


FEBRUARY 2013
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This month’s news is short but sweet. ECI is rolling out a new educational programme on law and governance, there’s a new educational webinar coming up, and a few more good Earth Charter news items.

CONTENT

  • New programme: International Law, Global Governance, and EC principles
  • Dialogue with Mary Evelyn Tucker and John Grim in March
  • Webinar: Values-based Education for Sustainability
  • Leonardo Boff to speak at the Earth Charter Center for ESD
  • Recovery of the Heart book
  • Using the Earth Charter in campus sustainability report
  • Earth Charter Youth Group of the Month: D’ Girls Initiative
New programme: International Law, Global Governance, and EC principlesThe EC Center for ESD announces a programme on International Law and the Earth Charter Principles, in July 2013.READ MORE
Dialogue with Mary Evelyn Tucker and John Grim in MarchThe EC Center on ESD will host an event on The Universe Story and the Interconnections with all life.READ MORE
Webinar: Values-based Education for SustainabilityThe next Earth Charter education webinar will take place on March 18th with three distinguished speakers.READ MORE
Leonardo Boff to speak at the Earth Charter Center for ESDThe Earth Charter Commissioner will speak on April 1st in Costa Rica.READ MORE
Recovery of the Heart book
New book published by Stephanie Tansey, from the Earth Charter Communities Network.READ MORE
Using the Earth Charter in campus sustainability reportThe University of Georgia, Costa Rica campus 2011-2012 Sustainability Report uses EC-Assess.READ MORE
Earth Charter Youth Group of the Month: D’ Girls InitiativeThe Earth Charter Youth Group of the Month recognition in February goes to the Rural Women Development Center (RUWDEC) in Cameroon!READ MORE

 

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ANÁLISIS A FONDO, Magazine, 17-II-013- J. Francisco Gómez Maza


FEB
16

Honestidad y sensibilidad, atributos necesarios de un presidente

Cancún, QR.- Los cuatro atributos presidenciales son: honestidad, hablar con la verdad, no apropiarse de recursos de la Nación y ser sensible a las necesidades de la gente además de comportarse a la altura del cargo, afirmó Guido Lara.En el marco del seminario Campañas Ganadoras 2012: De la poesía  electoral a la victoria, organizada por la revista Campings & Elections, el Fundador y CEO de LEXIA Insigths Solutions, señaló la trascendencia del Pacto Por México, mediante el cual la actual administración logró sentar en una mesa a los partidos políticos. “Los lazos del lenguaje no se pueden medir mediante encuestas”, sentenció.
FEB
16

En 2000 la gente no votó por Fox; ganó el rechazo al PRI

Cancún, QR.- El PRI era un receptáculo de corrientes y en el 2000 la gente no voto por Fox, ganó el odio y rechazo a ese partido, afirmó Juan José Rendón, estratega político venezolano y asesor del gobierno de transición en Libia.
FEB
16

Otro periodismo es posible Ana Muñoz Álvarez

Sábado, 16 de febrero de 2013El periodismo vive hoy una grave crisis de credibilidad. Los medios de comunicación han dejado de cumplir su función social de control de los poderosos y de denuncia de las injusticiasFoto: Google”La mejor noticia no es muchas veces la que se da primero, sino la que se da mejor”, dice García Márquez. Y hoy deberíamos repetirla una y otra vez sin descanso.
FEB
16

NECESARIA HONESTIDAD Y CREDIBILIDAD EN LA  COMUNICACIÓN POLÍTICA

Cancún, Quintana Roo, 15 de febrero de 2013. La publicidad política no sólo debe captar la atención y ser carismática, sino también creíble, afirmó John Del Cecato, coordinador de comunicación de las campañas presidenciales de Barack Obama en el 2008 y 2012.
FEB
16

Qué Papa podemos esperar que no sea un Benedicto XVII?

15/02/2013Entrevista a Leonardo Boff, para ser reproducida por quien esté interesado.¿Cómo recibió usted la renuncia de Benedicto XVI?R/ Yo desde el principio sentía mucha pena por él, pues por lo que conocía, especialmente de su timidez, imaginaba el esfuerzo que debería hacer para saludar al pueblo, abrazar a las personas, besar a los niños.
FEB
16

SOBREAVISO: Problema de la DEA

René DelgadoMenudo problemón se le viene encima a la DEA. Si de algo necesita para fortalecer su peso, rol y posición en el rejuego del poder de las agencias y burós de investigación e inteligencia de Estados Unidos es del narcotráfico y la violencia. Le resultan imprescindibles, y México se le está saliendo del renglón de su dictado.* * *Prevenir la violencia y la delincuencia, en vez combatirla y perseguirla no es música para los oídos de esa agencia.
FEB
16

Molinos de viento: DE NADA

Roberto Rodríguez Baños(AMI) Parece muy sana la invitación ciudadana a que la policía se quite la capucha. Pero no solo la comunitaria. Y también los soldados. Y los marinos. Y los autores de los discursos que pronuncian los de los tres poderes. Tercos en la privatización del petróleo, eximirlo de contribución fiscal cuando sea botín empresarial y aumentar la contribución fiscal a causantes cautivos para tapar el hoyo.
Con un saludo cordial de
 

Francisco Gómez Maza

ANÁLISIS A FONDO. Magazine, 27-X-012. J. Francisco Gómez Maza


  • Español: Hospital Regional de Pemex

    Español: Hospital Regional de Pemex (Photo credit: Wikipedia)

    Spectacular San Francisco Famous Downtown Land...

    Spectacular San Francisco Famous Downtown Landmarks Cityscape (Photo credit: davidyuweb)

    San Francisco sky

    San Francisco sky (Photo credit: davidyuweb)

    Português: Alfredo Sirkis, Marina Silva, Cássi...

    Português: Alfredo Sirkis, Marina Silva, Cássia Kiss e Leonardo Boff ao redor de Fernando Gabeira em almoço na Glória. (Photo credit: Wikipedia)

    Español: Torre Pemex de Noche.

    Español: Torre Pemex de Noche. (Photo credit: Wikipedia)

    En el principio está la comunión, no la soledad; comensalidad: paso de lo animal a lo humano. Leonardo Boff | Mercados: Bancos suben a deudores pago mínimo de tarjeta | La política (antidrogas) tiene que cambiar pero tiene que empezar con un debate y‏

Nueva planta de Pemex


OCT
26

Podrá el Congreso de NL tipificar el delito de desaparición de personas, antes de que concluya el año

Defensores de Derechos Humanos tienen la impresión fundada de que hay un  ambiente propicio para que el Congreso de Nuevo León tipifique, antes de terminar el año, el delito de desaparición de personas. El fundamento está en una carta que la organización Human Rights Watch envió a los diputado locales con el fin que esta tipificación pueda ser eficaz, al estar armonizada con instrumentos internacionales de derechos humanos.
Human Rights Watch les plantea recomendaciones vinculadas con la posible reforma del Código Penal de Nuevo León, al que se incorporaría el delito de desaparición forzada. El Congreso neoleonés, cuya composición se renovó recientemente, prevé concretar esta reforma antes de fin de año.
OCT
26

Mercados: Bancos suben a deudores pago mínimo de tarjeta

Periodista de Terra Economía obtiene premio; Bancos suben a deudores pago mínimo de tarjeta – México
Viernes, 26 de Octubre de 2012
LO MÁS IMPORTANTE DEL DÍA
* Periodista de Terra Economía obtiene premio
Beatriz Adriana Pérez Izquierdo, Coeditora de Terra Economía México, obtuvo el premio de periodismo especializado AgroBio 2012 en su décima edición
http://economia.terra.com.mx/noticias/noticia.aspx?idNoticia=201210261555_TRR_81702338
* Bancos suben a deudores pago mínimo de tarjeta
Lucía
OCT
26

La política (antidrogas) tiene que cambiar pero tiene que empezar con un debate y una discusión”: Kofi Annanh

El estudiante de la maestría en Leyes en la Universidad de Georgetown, Eduardo Márquez, hijo de uno de los socios de la Canacero, fue quien le preguntó al ex Secretario General de Naciones Unidas sobre la estrategia de combate a las drogas seguida por México, por considerar que puede ser de su interés, anexamos la liga del video en You Tube  que fija el momento de la pregunt
OCT
26

Contracolumna: FIDEL Y HANK: PASAJES DE LA REVOLUCIÓN

FIDEL Y HANK: PASAJES DE LA REVOLUCIÓN
(Segunda y última parte)
Por José Martínez M. (*)
Durante su estancia en México Fidel Castro le pidió a Carlos Hank González un lugar para preparar a sus combatientes para la Revolución cubana.
Fidel le pidió a Hank un lugar que se asemejara a la cadena montañosa en la región suroriental de Cuba, en las provincias de Granma y Santiago. Días después Hank recibió un reporte confidencial de sus allegados.
OCT
26

Ventajas de la Reforma Laboral

La subcontratación combate el desempleo
Apagar las luces
OCT
26

En el principio está la comunión, no la soledad; comensalidad: paso de lo animal a lo humano. Leonardo Boff

En el principio está la comunión, no la soledad
Leo Boff
Escribíamos anteriormente que Dios es misterio en sí mismo y para sí mismo. Para los cristianos se trata de un misterio de comunión, no de soledad. Es la Santísima Trinidad: Padre, Hijo y Espíritu Santo. La ortodoxia afirma: hay tres Personas y un solo Dios. ¿Es eso posible? ¿No sería un absurdo 3=1? Aquí tocamos en lo que los cristianos sobrentienden cuando dicen “Dios”. Es diferente al monoteísmo absoluto judío y musulmán.
OCT
26

Forum en Línea 252: Libro: Escenarios de la seguridad hemisférica: Gallardo Rodríguez. Abiertos los portones para Hugo… Chávez. Triunfo estratégico de Hugo… Chávez y Peña: La diferencia. El factor Naranjo y Enrique Peña

Forum en Línea 252
Del 16 al 31 de octubre de 2012
Libro: Escenarios de la seguridad hemisférica. José Francisco Gallardo Rodríguez.http://forumenlinea.com/tesis/Tesis3.pdf
Abiertos los portones para Hugo Chávez
* Capriles puede “ser un representante fresco de una derecha racional”: Chaderton * Podría “eventualmente deslindarse de la ultraderecha golpista” * Ésta no ha hecho “más que desestabilizar”
Alfredo G. Pierrat / Prensa Latina
difusion@cl.prensa-latina.cu
Caracas.
OCT
26

GABINO VIOLA DERECHOS HUMANOS POR PROTEGER A MINERA CANADIENSE

Riesgo de confrontación e incremento de violaciones a los Derechos Humanos en San José del Progreso Misión de Observación verificará el clima de hostilidades en la región
A punta de escudos y toletes un grupo antimotines de la Policía Estatal y Policía  Auxiliar Bancaria, Industrial y Comercial (PABIC), bajo las órdenes de Juan Martínez Cruz Rocha, inspector de la Dirección de Seguridad Regional, agredió a manifestantes antimineras de San José del Progreso y Magdalena Ocotlán.
OCT
26

A propósito de la irracionalidad del gobernador de Puebla, Rafael Moreno Valle

Discriminación y libertad de expresión, ¿dónde está el límite?
No existe discriminación cuando se insulta o se ofende, a menos que al hacerlo se obstaculice la realización del acceso a la igualdad, educación, salud, o cualquier otro derecho de la persona a la cual la discriminación está dirigida.
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Por: Gisela Pérez de Acha
Discriminar no es elegir.
OCT
26

La difamación en los tiempos de Rafael Moreno Valle

Pasado y Presente
F. Humberto Sotelo M. | Poblanerías
La demanda contra varios comunicadores emprendida por el gobernador Rafael Moreno Valle ha suscitado –como es del conocimiento público— una enérgica reacción de rechazo a nivel estatal y nacional, no sólo por parte del gremio periodístico, sino también por parte de las más prestigiosas instancias defensoras de la libertad de expresión, y en general de los derechos humanos.
OCT
26

Podría Banxico elevar la Tasa Interbancaria

El banco central informó que, si persisten los choques a la inflación, ajustará al alza la tasa de interes interbancaria (TII) para consolidar el anclaje de las expectativas de inflación, prevenir la contaminación al resto de los procesos de formación de precios en la economía nacional y no comprometer la convergencia de la inflación al objetivo permanente del 3 por ciento.
OCT
26

Prisma empresarial: Turismo, un sector dinámico

Todo listo para “El Buen fin”  SCT, puras cifras de desastre  Una Maruchan para Calderón
Gerardo Flores Ledesma
OTRA VEZ, el tema del turismo vuelve a ser destacado, pues es de los pocos sectores que en esta administración arrojaron cifras positivas y concretas.
OCT
26

Nueva planta de Pemex

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Francisco Gómez Maza

Corrupto: quien tiene el corazón roto. Leonardo Boff


English: Leonardo Boff Português: Leonardo Boff

English: Leonardo Boff Português: Leonardo Boff (Photo credit: Wikipedia)

Entrevista com o teólogo Leonardo Boff

From a painting of Immanuel Kant

From a painting of Immanuel Kant (Photo credit: Wikipedia)

English: Lord Acton

English: Lord Acton (Photo credit: Wikipedia)

Corrupto: quien tiene el corazón roto

2012-08-17


La indignación generalizada frente a la corrupción en Brasil y en el mundo entero está dando paso a la resignación y a la indiferencia, pues la impunidad está tan extendida que la mayoría de la gente desconfía de que haya solución.

Sobre este hecho la teología tiene algo que decir. Ella sostiene que la condición humana actual se encuentra desgarrada y decadente (infralapsárica se dice en el dialecto teológico) a consecuencia de un acto de corrupción. Según la narración bíblica, la serpiente corrompió a la mujer, la mujer corrompió al hombre y ambos nos dejaron un legado de corrupciones sobre corrupciones hasta el punto de que el mismo Dios “se arrepintió de haber creado al ser humano en la Tierra” como nos recuerda el texto del Génesis (6,6). Somos hijos e hijas de una corrupción originaria.

En los espacios cristianos se alegaba que todo mal se deriva de esta corrupción originaria, llamada pecado original. Pero esta expresión se ha vuelto extraña a los oídos modernos. Son pocos los que se refieren a ella.

Aún así, me atrevo a rescatarla, pues contiene una verdad innegable, confirmada por la reflexión filosófica de Sartre e incluso por el rigorismo filosófico de Kant, según el cual «el ser humano es un leño tan torcido que no se pueden sacar de él tablones rectos».

Es importante hacer notar que es un término creado por la teología. No se encuentra como tal en la Biblia. Fue san Agustín en diálogo epistolar con san Jerónimo quien lo inventó. Con la expresión “pecado original” no pretendía hablar del pasado. Lo “original” no tenía que ver con los orígenes primeros de la historia humana. San Agustín quería hablar del presente: la situación actual del ser humano, en su nivel más profundo, es perversa y está marcada por una distorsión que llega hasta los orígenes de su existencia (de ahí, “original”). Hace su filología de la palabra “corrupto”: es tener un corazón (cor) roto (ruptus, de rompere).

Somos portadores, por lo tanto, de una ruptura interna que equivale a una laceración del corazón. En palabras modernas: somos dia-bólicos y sim-bólicos, sapientes y dementes, capaces de amor y de odio.

Esta es la actual condition humaine. Pero por curiosidad, preguntaba san Agustín, ¿cuándo comenzó? Él mismo responde: desde que conocemos al ser humano: desde los “orígenes” (de aquí el segundo sentido de “original”). Pero no da importancia a esa pregunta. Lo importante es saber que aquí y ahora somos seres corruptos, corruptibles y corruptores. Y que creemos en alguien, Cristo, que nos puede liberar de esta situación.

¿Pero dónde se manifiesta más visiblemente este estado de corrupción? Quien nos responde es el famoso y católico Lord Acton (1843-1902): en los portadores de poder. Enfáticamente afirma: «mi dogma es la general maldad de los hombres de poder; son los que más se corrompen». Y hace una afirmación siempre repetida: «el poder tiende a corromper y el poder absoluto corrompe absolutamente». ¿Por qué, exactamente, el poder? Porque es uno de los arquetipos más poderosos y tentadores de la psique humana; nos proporciona el sentimiento de omnipotencia y de ser un pequeño «dios». Hobbes en su Leviatán (1651) nos lo confirma: «Señalo como tendencia general de todos los hombres un perpetuo e inquieto deseo de poder y más poder que solamente cesa con la muerte. La razón de esto reside en el hecho de que no se puede asegurar el poder sino buscando más poder todavía».

Ese poder se materializa en el dinero. Por eso las corrupciones que estamos presenciando envuelven siempre dinero y más dinero. Hay un dicho en Ghana: «la boca ríe pero el dinero ríe mejor». El corrupto cree en esta ilusión.

Hasta hoy no hemos encontrado cura para esta herida interior. Sólo podemos disminuirle la sangría. Creo que, en último término, vale el método bíblico: desenmascarar al corrupto, dejándolo desnudo delante de su corrupción, y la pura y simple expulsión del paraíso, es decir, sacar al corruptor y al corrompido de la sociedad y meterlos en la cárcel.

Leonardo Boff

La razón en fase de larva y de capullo. Leonardo Boff


Português:

Português: (Photo credit: Wikipedia)

(Tomado de ATRIO. www.atrio.org)

La razón en fase de larva y de capullo

Leonardo Boff, 03-Agosto-2012

Quien haya leido mis últimos textos sobre ecología y la situación dramática de la Tierra, tal vez se haya quedado con una impresión de pesimismo. No puede ser pesimista quien se da cuenta de los peligros reales que pesan sobre nuestro destino. Debemos siempre respetar la realidad, pero al mismo tiempo es necesario ampliar la comprensión de la realidad. Ésta es mayor de lo que se muestra, pues lo potencial también es parte de lo real. Siempre hay una reserva utópica presente en todos los eventos.

Si comprendemos la realidad así enriquecida, no se justifica un pesimismo cerrado, sino un realismo esperanzador. Éste capta la eventual irrupción de lo nuevo escondido dentro de lo potencial y de lo utópico. Esto nuevo hace entonces historia y funda otro estado de conciencia e inaugura un ensayo social distinto.

Además, si tomamos distancia y medimos nuestro tiempo histórico con el tiempo cósmico, tenemos aún más razones para la esperanza. Si condensamos en un año el tiempo cósmico, los 13,7 miles de millones de años que es la edad presumible de nuestro universo, notaremos que como humanos existimos hace solo una pequeñísima fracción de tiempo. Así, el 31 de diciembre a las 5 de la tarde nacieron nuestros antepasados pre-humanos. El 31 de diciembre a las 10 de la noche entró en escena el ser humano primitivo. El 31 de diciembre a las 23 horas, 58 minutos y 10 segundos surgió el hombre de hoy llamado sapiens sapiens. El 31 de diciembre a las 23.00 horas, 59 minutos y 56 segundos nació Jesucristo. El 31 de diciembre a las 23.00 horas 59 minutos y 59,2 segundos Cabral llegó a Brasil.

Como se deduce, temporalmente somos casi nada.

Además de esto, si tenemos en cuenta las 15 grandes destrucciones que conoció la Tierra, especialmente la del Cambriano hace 570 millones de años en la cual desapareció entre el 75 y el 90% del capital biótico, verificamos que la vida sempre resistió y sobrevivió. Y si nos concentramos solamente en el ser humano, siempre sobrevivió a las muchas glaciaciones. Y aún más, tuvo un proceso de encefalización altamente acelerado. Desde hace 2,2 millones de años aparecieron sucesivamente el homo habilis, el homo erectus, y en los últimos cien mil años, el homo sapiens, ya plenamente humano. Sus representantes eran seres sociales, se mostraban cooperativos y usaban el habla, característica humana.

En el intervalo de un millón de años, el cerebro de estos tres tipos de homo se duplicó en volumen. Después de la aparición del homo sapiens, surgido hace 100 mil años, el cerebro no creció más. Ya no era necesario, pues surgió el cerebro exterior, la inteligencia artificial, que es la capacidad de conocer, de crear instrumentos y artefactos para transformar el mundo y crear cultura, característica singular del homo sapiens sapiens.

A partir del neolítico, hace cerca de diez mil años, surgieron las primeras ciudades que dieron origen a la cultura elaborada, al estado, a la burocracia y también a la guerra. Comenzó también una utilización sistemática de la razón instrumental para dominar la natureza, conquistar y someter a otros. Obviamente allí también estaban otros tipos de razón como la emocional, la simbólica y la cordial, pero sometidas a la razón instrumental que, desde entonces hasta culminar en nuestro tiempo, asumió la hegemonía, razón a la vez creativa y destructiva.

El proceso de la mariposa nos ofrece una sugestiva metáfora. La mariposa no nace mariposa. Es al principio un simple huevo que se transforma en una larva, devoradora insaciable de hojas. Después se enrolla sobre sí misma en foma de capullo (crisálida). Dentro de él, la natureza teje su cuerpo y lo pinta de colores. Cuando todo está listo se rompe el capullo y surge una mariposa espléndida.

Nosotros estamos todavía en el estadio de larva y de capullo. Larva, porque día y noche devoramos la naturaleza; capullo, porque estamos cerrados sobre nosotros mismos, sin ver nada a nuestro alrededor.

¿Cuál es nuestra esperanza? Que la razón rompa el capullo y surja como razón-mariposa. Tal vez la situación actual de gran peligro fuerce el nacimiento de la razón-mariposa. Ella revolotea por ahí, no es destructiva sino cooperativa, pues poliniza las flores.

Estamos todavía en génesis. No hemos acabado de nacer. Una vez nacidos, vamos a respetar y a convivir con todos los seres. Habremos superado para siempre la fase de larva y de capullo. Como mariposas seremos portadores de la razón sensata que nos concede tener junto con la Tierra un futuro sin amenazas.

[Traducción de MJG]

Tiempos de crisis-tiempos de cuidado. Leonardo Boff


Martin Heidegger Blick von seiner Hütte über d...

Martin Heidegger Blick von seiner Hütte über das Todtnauer Land; view from Heidegger’s mountain hut over Todtnau (Photo credit: Wikipedia)

(Tomado de Servicios Koinonía)

Tiempos de crisis – tiempos de cuidado

2012-05-18

El tema del cuidado es un tema recurrente en la reflexión cultural de los últimos tiempos. Primero fue vehiculado a través de la medicina y la enfermería, pues representa la ética natural de estas actividades. Después fue asumido por la educación y hecho paradigma por filósofas y teólogas feministas, principalmente norteamericanas, que ven en él un elemento esencial de la dimensión ánima, presente en el hombre y en la mujer. Produjo y sigue produciendo una continuada y tenaz discusión, especialmente en Estados Unidos, entre la ética de base patriarcal, centrada en el tema de la justicia, y la ética de base matriarcal, articulada por el cuidado esencial.

Adquirió especial fuerza en la discusión ecológica, siendo una pieza central de la Carta de la Tierra. Cuidar del medio ambiente, de los recursos escasos, de la naturaleza y de la Tierra se han vuelto imperativos del nuevo discurso. Por último, el cuidado se ha visto como esencial para la comprensión del ser humano tal como lo aborda Martin Heidegger en Ser y Tiempo, recogiendo una tradición que se remonta a los griegos, a los romanos y a los primeros pensadores cristianos como san Pablo y san Agustín.

Se constata además que la categoría cuidado gana fuerza siempre que se producen situaciones críticas. El cuidado es quien impide que las crisis se transformen en tragedias fatales.

La Primera Guerra Mundial (1914-1918), desencadenada entre países cristianos, destruyó el ilusorio glamour de la era victoriana y produjo un profundo desamparo metafísico. Fue cuando Martin Heidegger (1889-1976) escribió su genial Ser y Tiempo (1929), cuyos párrafos centrales (§ 39-44) están dedicados al cuidado como ontología del ser humano.

Durante la Segunda Guerra Mundial (1939-1945) despuntó la figura del pediatra y psicólogo D. W. Winnicott (1896-1971), encargado por el gobierno inglés de atender a niños huérfanos, víctimas de los horrores de los bombardeos nazis sobre Londres. Desarrolló toda una reflexión y una práctica en torno a los conceptos de cuidado (care), de preocupación por el otro (concern), así como del conjunto de cuidados y apoyos que hay que proporcionar a los niños o a las personas vulnerables (holding), aplicables también a los procesos de crecimiento y educación.

En 1972 el Club de Roma dio la alarma ecológica sobre el estado enfermo de la Tierra. Identificó la causa principal: nuestro modelo de desarrollo, consumista, predatorio, perdulario y sin ningún cuidado ni hacia los recursos escasos ni con la forma como tratamos los residuos, muchos de ellos dañinos y no asimilables por la naturaleza. Después de varios encuentros organizados por la ONU en los años 80 del siglo pasado, se llegó a la propuesta de un desarrollo sostenible como expresión del cuidado humano hacia medio ambiente, pero enfocado principalmente al aspecto económico.

En 1991, el Programa de las Naciones Unidas para el Medio Ambiente (PNUMA), el Fondo Mundial para la Naturaleza y la Unión Internacional para la Conservación de la Naturaleza elaboraron una estrategia minuciosa para el futuro del planeta bajo el lema Cuidando la Tierra (Caring for the Earth 1991). En ella se dice:

La ética del cuidado se aplica tanto a nivel internacional como a nivel nacional e individual; ninguna nación es autosuficiente, todos nos beneficiaremos con la sostenibilidad mundial y todos estaremos amenazados si no conseguimos alcanzarla.

Recogiendo esta línea de pensamiento, después de un trabajo de ocho años a nivel mundial, en marzo de 2000 termina en París la redacción de la Carta de la Tierra. La categoría cuidado y el modo sostenible de vivir constituyen los dos principales ejes articuladores del nuevo discurso ecológico, ético y espiritual propuesto por este documento. En 2003 la UNESCO asume oficialmente la Carta de la Tierra y la presenta como un instrumento pedagógico sustancial para la construcción de la responsabilidad colectiva de la humanidad por nuestro futuro común.

En 2003 los ministros y secretarios de medio ambiente de los países de América Latina y del Caribe elaboraron un notable documento Manifiesto por la vida, por una ética de la sostenibilidad donde se incluye la categoría cuidado en la idea de un desarrollo que sea efectivamente sostenible y radicalmente humano.

El cuidado está especialmente presente en los dos extremos de la vida: en el nacimiento y en la muerte. El niño sin cuidado no puede existir. El moribundo necesita cuidado para salir decentemente de esta vida.

Cuando en algún grupo despunta una crisis generando tensiones y divisiones, la sabiduría del cuidado es el camino más adecuado para oír a las partes, favorecer el diálogo y buscar convergencias. El cuidado se impone cuando aparece una crisis de salud que exige hospitalización. Entonces, se pone en acción el cuidado por parte de los médicos, los enfermeros y enfermeras, que deciden el tratamiento mejor.

El cuidado es absolutamente necesario en prácticamente todas las esferas de la existencia, desde el cuidado del cuerpo, de los alimentos, de la vida intelectual y espiritual, de la conducción general de la vida, hasta para atravesar una calle con mucho movimiento. Como ya observaba el poeta romano Horacio, el cuidado es «como una sombra que siempre nos acompaña y nunca nos abandona porque hemos sido hechos a partir del cuidado».

Hoy, dada la crisis generalizada, ya sea social o ambiental, el cuidado se hace imprescindible para preservar la integridad de la Madre Tierra y salvaguardar la continuidad de nuestra especie y de nuestra civilización.

Leonardo Boff

MOSAICO, 25-IV-012


Ban Ki-moon, Secretary-General of the United N...

Ban Ki-moon, Secretary-General of the United Nations, spoken at the World Economic Forum Annual Meeting in Davos Municipality, Graubünden Canton on January 29, 2009. (Photo credit: Wikipedia)

Martínez Campos, 25/IV/012

GUIA

MOSAICO

Silviano Martínez Campos

LA PIEDAD, 25 de Abril.- RECUERDO AQUELLOS YA muy lejanos días en el Ziquítaro de mis fijaciones  (y el ombligo del mundo, dicho sea de paso), cómo mis inclinaciones de “geólogo” infantil me llevaban a explorar el terreno en el cerro (el campo) durante las correrías de vaquerillo por los amplios y variados potreros. Aún no me había intelectualizado y la curiosidad más bien, antes que pretender penetrar en los origenes de las cosas, me llevaba a la admiración de lo que veía, palpaba, olía y a veces hasta comía. Digo comía, porque en aquellos días, cuando el ejido más o menos funcionaba, con parcela ejidal y cooperativa, a lo más que llegaba uno era a pepenar, digo a cortar y comer tunas, de las cuales había gran variedad, fuesen negritas o taponas, o duraznillas y hasta las de puerco, a las que no les hacíamos mucho caso, por semilludas. Aunque en esto, y he de ser claro, como lo he dicho, había la amenaza familiar latente, que si abusaba uno de ellas, se echaba mano para el destape, de una aguja de arria, de esas de coser costales, o de plano se recurría para el  susodicho destape, a un cúcuno, o sea guajolote. Eso de la amenaza no lo tomaba uno tan en serio, aunque dicho con toda franqueza, sí  tomaba uno en cuenta, el tan amenazante consejo, por si las dudas. CLARO QUE LA exploración no se concretaba a visitar al nopal sólo cuando tenía tunas, o nopales, sino a recorrer llanos o mogotes, barrancos o matorrales. Y se encontraba uno con que había por allí tizate, material blancuzco para curar al maíz contra la palomilla; algún yacimiento de salitre, de muy buen sabor para las vacas y nefasto para las garrapatas trepadoras; o el funcional tepetate, útil tanto para el enjarre de las entonces paredes hogareñas de adobe, o para el piso de tierra. Y la tierra blanca, tan pobre que no podía dar nada a los cultivos, la tierra negra, tan favorable para el garbanzo, la tierra roja, de mejor fama para las buenas cosechas de maíz, o frijol, o haba, esto último en terrenos más allegados a las alturas del terreno ejidal. Y sí, había y hay las llamadas pequeñas propiedades, pero sin los ominosos letreros de otras latitudes, esos que dicen prohibido el paso, propiedad privada. Era pues el terruño, percibido por los exploradores infantiles, antes de la intelectualización de la vida. Era pues el terruño así vivido, la madre nutricia que acariciaba uno con sus cinco (o más) sentidos, como cuando, supongo, se nutre uno de infante, de los pechos maternos sin ponerse a “filosofar” sobre ellos. SEGUN LOS ESTUDIOSOS,  los pueblos indígenas, los pueblos originarios, de cuya sabiduría en esta hora de emergencia planetaria debemos aprender, llamaban a la tierra, la Madre Tierra. En 1988, la Organización de las Naciones Unidas en su asamblea general aprobó la denominación del Día Internacional de la Madre Tierra, así, como madre, que se celebra el 22 de abril. Con motivo de la celebración de este año, el secretario general de la ONU, Ban Ki-moon envió un mensaje. De él, menciono: “La celebración anual del Día Internacional de la Madre Tierra honra a nuestro planeta, el único de que disponemos, y al lugar que los seres humanos ocupan en él. También se concibe como una llamada a la acción contra los comportamientos humanos que desprecian los recursos y ecosistemas de la naturaleza que sirven de apoyo a la vida.

En apenas dos meses, el mundo se congregará en Río de Janeiro para la Conferencia de las Naciones Unidas sobre el Desarrollo Sostenible. La primera Cumbre de la Tierra, celebrada en 1992, nos legó importantes convenciones jurídicamente vinculantes, un plan de trabajo de largo alcance que se concretó en el Programa 21, y el hito que supuso el concepto de desarrollo sostenible. Río+20 nos ofrece una oportunidad, que llega en el momento más indicado, para emprender un cambio de rumbo similar —que nos lleve a un nuevo paradigma que tanto se necesita y a renovar el compromiso con las medidas de ejecución…”.  EN 2008, DURANTE la asamblea general de la ONU, y para fundamentar la  propuesta de dicha denominación, que fue aprobada, el representante de Brasil ante la Carta de la Tierra, Leonardo Boff, expresó: “Si la crisis económico-financiera es preocupante, la crisis de la no-sostenibilidad de la Tierra se presenta amenazadora. Los científicos que siguen el estado del Planeta, especialmente la Global Foot Print Network habian hablado del Earth Overshoot Day, del día que se sobrepasaron los límites de la Tierra. Y exactamente el 23 de septiembre de 2008 la Tierra sobrepasó en un 30% su capacidad de reposición de los recursos necesarios para las demandas humanas. En este momento necesitamos más de una Tierra para atender a nuestra subsistencia” .  EN NUESTRA TIERRITA, también desde luego el ombligo del mundo, la autoridad municipal está entregando para unos 600 productores, paquetes con semilla de maíz, a precios inferiores de los del mercado.  EN SU GIRA DE trabajo por España, el alcalde piedadense Hugo Anaya busca según la presidencia, promover la atracción de inversiones hacia La Piedad. En aquel país, se presentó con la cónsul honoraria de México en Madrid, la piedadense Ma. Guadalupe Sánchez, quien fue diputada federal y secretaria de gobierno de Michoacán. EMPEZARÁN AQUÍ A entregarse los llamados apoyos para agricultores víctimas de la sequía en la región. Nuestra tierrita, pues, vinculada, para bien o para mal, a Nuestratierrita, nuestra “casa grandota” , comprometidos, todos, también con ella.(www.lapiedadymiregion.wordpress.com; http://www.ziquitaromipueblito.wordpress.com; http://www.silviano.wordpress.com).

Mejoras al modelo de sostenibilidad vigente. Leonardo Boff


Leonardo Boff Português: Leonardo Boff

Leonardo Boff Português: Leonardo Boff (Photo credit: Wikipedia)

 

(Em português em baixo)

Mejoras al modelo de sostenibilidad vigente

2012-04-27

 

Para ser sostenible, el desarrollo ha de ser económicamente viable, socialmente justo y ambientalmente correcto. Ya hemos sometido a crítica este modelo estándar. Pero debemos ser justos. Ha habido analistas y pensadores que se han dado cuenta de las insuficiencias de este trípode y le han añadido otros pilares complementarios. Veamos algunos.

Gestión de la mente sostenible. Para que exista un desarrollo sostenible es importante construir previamente un nuevo esquema mental, llamado por su formulador, el profesor Evandro Vieira Ouriques de la Escuela de Comunicación de la Universidad Federal de Río de Janeiro, gestión de la mente sostenible. Intenta rescatar el valor de la razón sensible, por la cual el ser humano se siente parte de la naturaleza, se impone un autocontrol para superar el productivismo y el consumismo, y busca un desarrollo integral y no solo económico, que contiene dimensiones de lo humano. Es un avance innegable. Sería mejor si entendiese la Tierra-Humanidad-Desarrollo como un único y gran sistema interconectado, fundando un nuevo paradigma.

Generosidad: Rogério Ruschel, editor de la revista electrónica \”Business del Bien\”, añadió otro pilar: la categoría ética de la generosidad. Ésta se funda en un dato antropológico básico: el ser humano no es solo egoista y busca su bien particular, es mucho más un ser social que coloca los bienes comunes por encima de los bienes paticulares o los intereses de los otros al mismo nivel que los suyos propios. Generoso es quien comparte , quien distribuye los conocimientos y experiencias sin esperar nada a cambio. Una sociedad es humana cuando más allá de la justicia necesaria incorpora la generosidad y el espíritu de cooperación de sus ciudadanos.

Para Ruschel la generosidad se opone frontalmente al lema básico del capital especulativo greed is good, es decir, la ganancia es buena. No es buena sino perversa, porque casi ha hundido todo el sistema económico mundial. En la generosidad hay algo de verdadero porque es específicamente humano. En la afortunada metáfora del periodista Marcondes de la ONG “Envolverde” hay que distinguir la generosidad de la simple filantropía, de la responsabilidad social y de la sostenibilidad. La primera, da el pez a quien tiene hambre; la responsabilidad social enseña a pescar; la sostenibilidad cuida el río que permite pescar y, con el pez, matar el hambre. Sin embargo, nos parece que la generosidad sola es insuficiente. Reclama otras soluciones como la superación de la desigualdad, la forma de consumo y la atención a la comunidad de vida, que necesita también ser alimentada y conservada.

La cultura: En 2001 el australiano John Hawkes lanzó «el cuarto pilar de la sostenibilidad: la función esencial de la cultura en la planificación pública». En Brasil ha sido mérito de Ana Carla Fonseca Reis, fundadora de la empresa “Búsqueda de Soluciones” y autora del libro Economía de la Cultura y Desarrollo sostenible, haberla asumido, difundiéndola a través de muchos cursos y conferencias. Este aspecto de la cultura es fundamental, porque encierra principios y valores ausentes en el concepto estándar de sostenibilidad. Favorece el cultivo de las dimensiones típicamente humanas como la cohesión social, el arte, la religión, la creatividad y las ciencias. Deja atrás la obsesión por el lucro y armoniza mejor con la lógica de la naturaleza. Sucede que esta dimensión de la cultura ha sido secuestrada por los intereses comerciales. Solo será realmente eficaz cuando, liberada, funde una relación creativa con la naturaleza.

La neuroplasticidad del cerebro: Los científicos se dan cuenta de que la estructura neuronal del cerebro es extremadamente plástica. A través de comportamientos críticos al sistema consumista, se pueden generar hábitos de moderación y respetuosos con los ciclos de la naturaleza. El cerebro coevoluciona según la evolución exterior, dándose así una relación de interdependencia.

Y finalmente, el cuidado esencial: yo mismo he desarrollado la categoría del cuidado como esencial para la sostenibilidad. Entiendo el cuidado, expuesto en dos textos –El cuidado esencial: ética de lo humano-compasión por la Tierra (1999) y El cuidado necesario (2012)–, como una constante cosmológica y biológica. Los detalles pueden leerse en los libros mencionados.

En esta fase de búsqueda de formas más adecuadas que garanticen la sostenibilidad de la Tierra y el futuro de nuestra especie, toda contribución es bienvenida y aporta siempre alguna luz.

 

Leonardo Boff

 

Melhoras ao modelo vigente de sustentabilidade?

Para ser sustentável o desenvolvimento há de ser economicamente viável, socialmente justo e ambientalmente correto. Já submetemos à crítica este modelo standard. Mas devemos ser justos. Houve analistas e pensadores que se deram conta das insuficiências deste tripé. Acrescentaram-lhes outras pilastras complementares. Vejamos algumas delas.

Gestão da mente sustentável: Para que exista um desenvolvimento sustentável importa previamente construir novo design mental, chamado por seu formulador, o Prof. Evandro Vieira Ouriques, daEscola de Comunicação do Universidade Federal do Rio de Janeiro, de gestão da mente sustentável. Tenta resgatar o valor da razão sensível pela qual o ser humano se sente parte da natureza, se impõe um autocontrole para superar a compulsão ao produtivismo e ao consumismo. Visa a um desenvolvimento integral e não só econômico, o que envolve dimensões do humano. É um avanço inegável. Melhor seria se entendesse Terra-Humanidade-Desenvolvimento como um único e grande sistema interconectado, fundando um novo paradigma.

Generosidade: Rogério Ruschel, editor da revista eletrônica Business do Bem, acrescentou uma outra pilastra: a categoria ética da generosidade. Esta se funda num dado antropológico básico: o ser humano não é apenas egoísta buscando seu bem particular, mas é muito mais um ser social que coloca os bens comuns acima dos particulares ou os interesses dos outros no mesmo nível de seus próprios. Generoso é aquele que comparte, que distribui conhecimentos e experiências sem esperar nada em troca. Uma sociedade é humana quando além da justiça necessária incorpora a generosidade e o espírito de cooperação de seus cidadãos.

Para Ruschel a generosidade se opõe frontalmente ao lema básico do capital especultativo do greed is good, isto é, boa é a ganância. Ela não é boa mas perversa, porque quase afundou todo o sistema econômico mundial. Na generosidade há algo de verdadeiro porque especificamente humano. Na feliz metáfora do jornalista Marcondes da ONG Envolverde há que se distinguir a generosidade da simples filantropia, da responsabilidade social e da sustentabilidade. A primeira, dá o peixe ao faminto; a responsabilidade social, ensina a pescar; a sustentabilidade preserva o rio que permite pescar e com o peixe matar a fome. Entretanto, parece-nos, que somente ela é insuficiente. Demanda outras dimensões como a superação da desigualdade, a forma de consumo e a atenção à comunidade de vida que precisa também ser alimentada e preservada.

A Cultura: Em 2001 o australiano John Hawkes lançou “o quarto pilar da sustentabilidade: a função essencial da cultura no planejamento público”. No Brasil foi mérito de Ana Carla Fonseca Reis, fundadora da empresa “Garimpo de Soluções” e autora do livro Economia da Cultura e Desenvolvimento Sustentável de tê-la assumido, difundindo-a em muitos cursos e palestras. Este dado da cultura é fundamental, porque encerra princípios e valores ausentes no conceito standard de sustentabilidade. Favorece o cultivo das dimensões tipicamente humanas como a coesão social, a arte, a religião, a criatividade e as ciências. Deixa para trás a obsessão pelo lucro e pelo crescimento material e abre espaço para uma forma de habitar a Terra que condiz melhor com a lógica da natureza. Ocorre que esta dimensão da cultura foi sequestrada pelos interesses comerciais. Só será realmente eficaz quando, libertada, fundar uma relação criativa com a natureza.

A neuroplasticidade do cérebro: Cientistas se dão conta de que a estrutura neural do cérebro é extremamente plástica. Através de comportamentos críticos ao sistema consumista, se podem gerar hábitos de moderação e respeitadores dos ciclos da natureza. O cérebro coevolui consonante a evolução exterior, dando-se ai uma relação de interdependência.

Por fim, o Cuidado essencial: eu mesmo desenvolvi a categoria “cuidado” como essencial para a sustentabilidade. Entendo o cuidado exposto em dois textos – Saber cuidar: ética do humano-compaixão pela Terra (1999) e O cuidado necessário (2012) como uma constante cosmológica e biológica.Detalhes podem ser lidos nos livros referidos.

Nesta fase de busca de formas mais adequadas para garantir a vitalidade da Terra e o futuro de nossa espécie, toda contribuição é benvinda e sempre traz alguma luz.
_______________________________________________ BoffSemanal

La gran contradicción brasileña.Leonardo Boff


Original en portugués abajo

La gran contradicción brasileña

2012-02-24


Crece más y más la convicción, incluso entre los economistas sea del establishment sea de la línea neokeynesiana, de que nos acercamos peligrosamente a los límites físicos de la Tierra. Aun utilizando nuevas tecnologías, difícilmente podremos llevar adelante el proyecto del crecimiento sin límites. La Tierra no aguanta más y nos vemos forzados a cambiar de rumbo.

Economistas como Ladislao Dowbor entre nosotros, Ignace Sachs, Joan Alier, Herman Daly, Tim Jack y Peter Victor y mucho antes Georgescu-Roegen, incorporan orgánicamente el momento ecológico en el proceso productivo. Especialmente el inglés T. Jack se ha dado a conocer por el libro Prosperidad sin crecimiento (2009) y el canadiense P. Victor por Managing sin crecimiento (2008). Ambos mostraron que el aumento de la deuda para financiar el consumo privado y público (es el caso actual en los países ricos), exigiendo más energía y un mayor uso de bienes y servicios naturales, no es en modo alguno sostenible.

Los premios Nobel P. Krugman y J. Stiglitz, por no incluir el explícitamente en sus análisis los límites de la Tierra, caen en la trampa de proponer como salida para la crisis actual un mayor gasto público, en el supuesto de que éste producirá crecimiento económico y mayor consumo con los cuales se pagarán más adelante las astronómicas deudas privadas y públicas. Ya hemos dicho hasta la saciedad que un planeta finito no soporta un proyecto de esta naturaleza, que presupone la infinitud de los bienes y servicios. Este es un dato ya asegurado.

Lo que Jack y Victor proponen es una «prosperidad sin crecimiento». En los países desarrollados el crecimiento alcanzado ya es suficiente para permitir el desarrollo de las potencialidades humanas, dentro de los límites posibles del planeta. Entonces, basta de crecimiento. Lo que se puede pretender es la «prosperidad» que significa más calidad de vida, de educación, salud, cultura ecológica, espiritualidad, etc. Esta solución es racional pero puede provocar un gran desempleo, problema que ellos resuelven mal, apelando a una renta universal básica y una disminución de las horas de trabajo. No habrá ninguna solución sin un previo acuerdo sobre cómo vamos a relacionarnos con la Tierra, amigablemente, y sin definir los modelos de consumo para que todos tengan lo suficiente y lo decente.

Para los países pobres y emergentes se invierte la relación. Se necesita «crecimiento con prosperidad». El crecimiento es necesario para atender las demandas mínimas de los que están en la pobreza, en la miseria y en la exclusión social. Es una cuestión de justicia asegurar la cantidad de bienes y servicios indispensables. Pero simultáneamente se debe buscar la prosperidad, que tiene que ver con la calidad del crecimiento.
Existe el peligro real de que sean víctimas de la lógica del sistema que incita a consumir más y más, especialmente bienes superfluos. Entonces acabarían agravando los límites de la Tierra, que es justamente lo que se quiere evitar. Estamos ante un angustiante círculo vicioso que no sabemos cómo hacer virtuoso sin perjudicar la sostenibilidad de la Tierra viva.

La contradicción vivida por Brasil es ésta: urge crecer para realizar lo que el gobierno petista hizo, a saber, garantizar los mínimos para que millones puedan comer y, mediante políticas sociales, ser incorporados a la sociedad. Para las clases ya atendidas, se necesita menos crecimiento y más prosperidad: mejorar la calidad del vivir bien, la educación, las relaciones sociales menos desiguales ,y más solidaridad a partir de los últimos. ¿Pero quién va a convencerlos si están violentamente mediatizados por la propaganda que los incita al consumo?

Sucede que hasta ahora los gobiernos solamente han hecho políticas distributivas: repartieron desigualmente los recursos públicos. Primero se garantizaron 140.000 millones de reales para el sistema financiero a fin de pagar la deuda pública, después para los grandes proyectos, y solamente cerca de 60.000 millones para las inmensas mayorías que sólo ahora están ascendiendo. Todos ganan pero de forma desigual. Tratar de forma desigual a iguales es una gran injusticia. Nunca ha habido políticas redistributivas: tomar de los ricos (por medios legales) y pasarlo a los que más lo necesitan. Habría equidad.

Lo más grave es que con la obsesión del crecimiento estamos minando la vitalidad de la Tierra. Necesitamos crecimiento pero con una nueva conciencia ecológica que nos libere de la esclavitud del productivismo y del consumismo. Este es el gran desafío al enfrentar la incómoda contradicción brasileña.

Leonardo Boff

Página de Boff en Koinonía


A grande contradição brasileira

Mais e mais cresce a convicção, inclusive entre os economistas seja do stablisment seja da linha neokeynesiana, de que nos acercamos perigosamente dos limites físicos da Terra. Mesmo utilizando novas tecnologias, dificilmente poderemos levar avante o projeto do crescimento sem limites. A Terra não aguenta mais e somos forçados a trocar de rumo.

Economistas como Ladislau Dowbor entre nós, Ignace Sachs, Joan Alier, Herman Daly, Tim Jack e Peter Victor e bem antes Georgescu-Roegen incorporam organicamente o momento ecológico no processo produtivo. Especialmente o inglês T. Jack se celebrizou pelo livro “Prosperidade sem crescimento”(2009) e o canadense P. Victor pelo “Managing sem crescimento”(2008). Ambos mostraram que o aumento da dívida para financiar o consumo privado e público (é o caso atual nos paises ricos), exigindo mais energia e uso maior de bens e serviços naturais não é de modo algum sustentável.

Os Prêmios Nobel como P. Krugman e J. Stiglitz, porque não incluem explicitamente em suas análises os limites da Terra, caem na armadilha de propor como saída para a crise atual um maior gasto público no pressuposto de que este produzirá crescimento econômico e maior consumo com os quais se pagarão mais à frente as astronômicas dívidas privadas e públicas. Já dissemos à saciedade, que um planeta finito não suporta um projeto desta natureza que pressupõe a infinitude dos bens e serviços. Esse dado já é assegurado.

O que Jack e Victor propõem é uma “prosperidade sem crescimento”. Nos paises desenvolvidos o crescimento atingido já é suficiente para permitir o desabrochar das potencialidades humanas, nos limites possíveis do planeta. Então chega de crescimento. O que se pode pretender é a “prosperidade” que significa mais qualidade de vida, de educação, de saúde, de cultura ecológica, de espiritualidade etc. Essa solução é racional mas pode provocar grande desemprego, problema que eles resolvem mal, apelando para uma renda universal básica e uma diminuição de horas de trabalho. Não haverá nenhuma solução sem um prévio acerto de como vamos nos relacionar com a Terra, amigavelmente, e definir os padrões de consumo para que todos tenham o suficiente e o decente.

Para os países pobres e emergentes se inverte a equação. Precisa-se de “crescimento com prosperidade”. O crescimento é necessário para atender as demandas mínimas dos que estão na pobreza, na miséria e na exclusão social. É uma questão de justiça: assegurar a quantidade de bens e serviços indispensáveis. Mas simultaneamente deve-se visar a prosperidade que tem a ver com a qualidade do crescimento. Há o risco real de que sejam vítimas da lógica do sistema que incita a consumir mais e mais, especialmente bens supérfluos. Então acabam agravando os limites da Terra, coisa que se quer exatamente evitar. Estamos face a um angustiante círculo vicioso que não sabemos como faze-lo virtuoso sem prejudicar a sustentabilidade da Terra viva.

A contradição vivida pelo Brasil é esta: urge crescer para realizar o que o governo petista fez: garantir os mínimos para que milhões pudessem comer e, por políticas sociais, serem inseridos na sociedade. Para as classes já atendidas, precisa-se cobrar menos crescimento e mais prosperidade: melhorar a qualidade do bem viver, da educação, das relações sociais menos desiguais e mais solidariedade a partir dos últimos. Mas quem vai convecê-los se são violentamente cooptados pela propaganda que os incita ao consumo? Ocorre que até agora os governos apenas fizeram políticas distributivas: repartiram desigualmente os recursos públicos. Primeiro garantem-se 140 bilhões de reais para o sistema financeiro a fim de pagar a dívida pública, depois para os grandes projetos e somente cerca de 60 bilhões para as imensas maiorias que só agora estão ascendendo. Todos ganham mas de forma desigual. Tratar de forma desigual a iguais é grande injustiça. Nunca houve políticas redistributivas: tirar dos ricos (por meios legais) e repassar aos que mais precisam. Haveria equidade.

O mais grave é que com a obsessão do crescimento estamos minando a vitalidade da Terra. Precisamos de um crescimento mas com uma nova consciência ecológica que nos liberte da escravidão do prudutivismo e do consumismo. Esse é o grande desafio para enfrentar a incômoda contradição brasileira.